Hoje sonhei com libras- Phillipa Mbundu Silveira

Hoje vou fazer aqui um breve relato.

Ontem dormi e tive vários sonhos, foi um ótimo sono. No último sonho eu estava no quintal de casa, e desceram do céu um monte de mulheres sinalizando uma poesia sobre mulheridade, Elas estavam fazendo gestos e sinais que não era libras, mas dava para entender o que elas queriam dizer.

Minha vó chega no quintal e pergunta o que elas estavam dizendo, e eu respondo a ela: "isso não é libras, são tipo gestos... é slam? eu não tenho certeza.". E nesse momento eu começo a falar algumas coisas em libras com minha vó.

Para quem não sabe, A palavra é uma onomatopeia utilizada no inglês pra representar algo como um bater de palmas, e é o nome dado as batalhas de poesia que se espalham Brasil (e mundo) adentro. Adentro e abaixo, já que é nas periferias do hemisfério sul do mundo que essa ferramenta-comunidade-ação mais tem ganhado espaço.

Slam (ou Poetry Slams) são batalhas de poesia falada que surgiram nos anos 1980 nos Estados Unidos. Muitos chamam de “esporte da poesia falada” e, como aparece no documentário recém-lançado Slam: Voz de Levante, o responsável por organizar o primeiro Slam, Marc Kelly Smith, alega que resolveu utilizar da lógica da competição como forma de chamar atenção para o texto e performance dos poetas.

Slam também é comum nas comunidades surdas aqui no Brasil. As apresentações são marcadas por classificadores (farei um post em breve sobre). E há tempos tempo pensado em estudar e me aprofundar sobre essa expressão artística. Esse sonho com certeza me fez lembrar isso.

Sim, quando você é fluente em uma língua, você pode sonhar com ela e pensar nela, isso é muito interessante para quem não conhece a libras e a cultura surda. Já se imaginou sonhando em libras

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